O FIM PERTO DO FIM
“O mundo é um inferno habitado por espíritos atormentados e demônios”
(Schopenhuer)
O inicio do século XXI está marcado e entrará para história como a explosão dos atentados terroristas, religioso e criminoso.
Entramos num dilema: ou somos homens-bomba ou somos conformistas.No Brasil vimos o messias das massas, um presidente salvador ser a decepção; o fantoche ou o cabeça da máfia?
Fazer o que? Deixar como está ou colocar uma bomba no planalto central?
O capitalismo e a revolução tecnológica avançam num ritmo frenético, estratégia imperialista para consolidar cada vez mais o poder, usando pretextos para derramar sangue de inocentes para impor suas regras no 3º mundo e principalmente no oriente médio, que, em vez de mudar aumentam cada vez mais o ódio dos oprimidos.
Aqueles que lutam por objetivos idealistas: contra a ALCA, globalização, imperialismo, não passam de Dom Quixotes lutando contra moinhos de vento.Tudo está indo rio a baixo -o caos dominando a ordem- explicitamente, e aqueles que se indignam, falam apenas para surdo ouvir.
Se voltarmos ao passado, na revolução francesa veremos que todos sonhavam com um mundo melhor e a esperança era grande, mas se tratando de revolução a definição de Kafka é elementar: “Depois da revolução o que resta é a lama da burocracia”, se na revolução francesa a burguesia usou o povo para tirar a aristocracia do poder, uma vez vencida a guerra, o povo voltou ao seu posto de escravo.
Logo após houve a revolução industrial, as máquinas começaram a tomar o lugar do homem (do povo), o que fazer então com o ser humano (afinal somos cristãos e devemos amar o próximo como a nós mesmos), e num gesto nobre inventaram o homem como apertador de parafuso, que não pensa, não questiona e no final do mês terá um salário para se manter.
Com a entrada do século XX, o modernismo avança destruindo os valores estabelecidos desde a antiguidade como o vulcão que devastou Pompéia; as artes, o homem, Deus, respeito, são enterrados de vez em maio de 68, a ordem se torna a não-ordem, é proibido proibir ou, seja marginal seja herói. Arte? Arte é coisa de elite, logo todo mundo é artista.
Como disse Dostoiévski : "Se Deus não existe, tudo é permitido", então pra que dar cultura, vida, dignidade para os humanos-insetos, se o sol irá explodir dentro de cinco bilhões de anos e o que vale é juntar fortuna para garantir um lugar em um outro planeta para próximas gerações da elite?
Assisto o horário político para ver os idiotas inteligentes, que com sua retórica hipnotizam os telespectadores das novelas, prometendo saúde, educação, emprego, num óbvio déjá vu, quem será o gênio, ou melhor, o santo que mudará esse país? A saúde é um teatro, a educação uma ficção; alunos com ensino médio completo não conhecem um grande escritor, um poeta, um artista, uma teoria cientifica. Arte? Virou comédia séria, entulhos de inutilidade que só chega a uma elite burguesa (pra quem não sabe o que era antiburguês se tornou burguês) quem no Brasil sabe o que é arte intelectual ou conceitual, a não ser alguém que estudou anos de faculdade de arte para saber ou fingir que entende e gosta do que é despejado na bienal internacional de arte de São Paulo e nos salões de arte, para que serve tal arte? Eis uma questão a ser debatidas por filósofos, se é que a filosofia também não morreu, como afirmam muitos, afinal quem é o grande filosofo pós Foucault?
(Schopenhuer)
O inicio do século XXI está marcado e entrará para história como a explosão dos atentados terroristas, religioso e criminoso.
Entramos num dilema: ou somos homens-bomba ou somos conformistas.No Brasil vimos o messias das massas, um presidente salvador ser a decepção; o fantoche ou o cabeça da máfia?
Fazer o que? Deixar como está ou colocar uma bomba no planalto central?
O capitalismo e a revolução tecnológica avançam num ritmo frenético, estratégia imperialista para consolidar cada vez mais o poder, usando pretextos para derramar sangue de inocentes para impor suas regras no 3º mundo e principalmente no oriente médio, que, em vez de mudar aumentam cada vez mais o ódio dos oprimidos.
Aqueles que lutam por objetivos idealistas: contra a ALCA, globalização, imperialismo, não passam de Dom Quixotes lutando contra moinhos de vento.Tudo está indo rio a baixo -o caos dominando a ordem- explicitamente, e aqueles que se indignam, falam apenas para surdo ouvir.
Se voltarmos ao passado, na revolução francesa veremos que todos sonhavam com um mundo melhor e a esperança era grande, mas se tratando de revolução a definição de Kafka é elementar: “Depois da revolução o que resta é a lama da burocracia”, se na revolução francesa a burguesia usou o povo para tirar a aristocracia do poder, uma vez vencida a guerra, o povo voltou ao seu posto de escravo.
Logo após houve a revolução industrial, as máquinas começaram a tomar o lugar do homem (do povo), o que fazer então com o ser humano (afinal somos cristãos e devemos amar o próximo como a nós mesmos), e num gesto nobre inventaram o homem como apertador de parafuso, que não pensa, não questiona e no final do mês terá um salário para se manter.
Com a entrada do século XX, o modernismo avança destruindo os valores estabelecidos desde a antiguidade como o vulcão que devastou Pompéia; as artes, o homem, Deus, respeito, são enterrados de vez em maio de 68, a ordem se torna a não-ordem, é proibido proibir ou, seja marginal seja herói. Arte? Arte é coisa de elite, logo todo mundo é artista.
Como disse Dostoiévski : "Se Deus não existe, tudo é permitido", então pra que dar cultura, vida, dignidade para os humanos-insetos, se o sol irá explodir dentro de cinco bilhões de anos e o que vale é juntar fortuna para garantir um lugar em um outro planeta para próximas gerações da elite?
Assisto o horário político para ver os idiotas inteligentes, que com sua retórica hipnotizam os telespectadores das novelas, prometendo saúde, educação, emprego, num óbvio déjá vu, quem será o gênio, ou melhor, o santo que mudará esse país? A saúde é um teatro, a educação uma ficção; alunos com ensino médio completo não conhecem um grande escritor, um poeta, um artista, uma teoria cientifica. Arte? Virou comédia séria, entulhos de inutilidade que só chega a uma elite burguesa (pra quem não sabe o que era antiburguês se tornou burguês) quem no Brasil sabe o que é arte intelectual ou conceitual, a não ser alguém que estudou anos de faculdade de arte para saber ou fingir que entende e gosta do que é despejado na bienal internacional de arte de São Paulo e nos salões de arte, para que serve tal arte? Eis uma questão a ser debatidas por filósofos, se é que a filosofia também não morreu, como afirmam muitos, afinal quem é o grande filosofo pós Foucault?
Marcos Ribeiro
19 de agosto de 2006
19 de agosto de 2006


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