META HTTP-EQUIV="Content-Type" Content="text/html; charset=iso-8859-1"> Crítica à arte contemporânea - Marcos Ribeiro Ecce Ars: January 2006

Tuesday, January 31, 2006

ONDE ESTÁ A GRANDE ARTE?

Você já assistiu uma novela ?
Eu já assisti. Foi por volta de 1992/93, época em que havia descoberto a literatura de Paulo Coelho, e estava empolgado com o que ele escrevia, achava o livro O Alquimista o máximo e acreditava em tudo que ele dizia; por isso, talvez quando comecei a ver a novela” Fera ferida”, esse era o nome, comecei a me interessar por que o ator fazia um papel de alquimista, e todo dia não via a hora de começar, para ver o desenrolar da trama.
Tempos depois descobri que: quem assistiu uma novela , assistiu a todas, por que só mudam os personagens. É o mocinho sofrendo na mão do vilão, e este que no final sempre se dá mal, e o mocinho que casa com a mocinha , e como nos contos de fada: todos vivem felizes para sempre.
O que de fato muda são os merchandising, pois as grandes industrias necessitam vender seus produtos.
E assim vai: horas e horas perdidas sem nada aprender, ou melhor, aprendem: a mulher aprende a trair o marido, a menina aprende a beijar outra menina e por aí vai.
Está é a linha de cultura da arte contemporânea: a prática do pastiche, só mudam as coisas, mas o raciocínio é o mesmo, pois se na Bienal de artes passada teve: fusca, avião de grama, mapa de biscoito,toras de madeira; a deste ano terá, talvez : motocicleta, gramofone, helicóptero, sofá, caixa d’água ou qualquer coisa que só mudará a aparência, mas tudo da mesma família. Quem sabe não acerto e terá isto na bienal.
E lá estará a multidão para ver o que tem em casa ou vê todo dia na rua.Seria como, se hoje -2006-as pessoas estivessem indo dançar nos bailes ao som da Discoteca, onde Marcel Duchamp é o eterno John Travolta.
O tempo passou, e de tanto denegrirem à arte, está perdendo toda sua magia que teve desde seus tempos áureos.
Tudo que está indo por água a baixo, é natural que mude a direção, a estratégia e buscar outras cabeças para livrar da queda livre, Mas quem de nós ousaria mudar uma lei consagrada pelo tempo? Existem por acaso alguma coisa mais respeitável que um abuso antigo?
- Mais antiga é a razão.
E é mais que comprovado que o rei está nu, não tem arte nas bienais.
Muitos vêem por que têm receio de dizer o que sentem, receio de ser taxado de estúpido, mas digam o que realmente vêem, e não o que vêem pelos olhos de outrem.
Vejam à arte como era até a vanguarda fazer a ruptura e destruir o belo da arte.
Dominar as massas por intermédio das novelas é compreensível, pois a Globo e os mexicanos garantem o monopólio, mas a grande arte ser dominada por uma minoria totalitária, é inadmissível.
Marcos Ribeiro

Thursday, January 26, 2006

POR QUE ARTE CONTEMPORÂNEA

“Pode-se resistir à invasão dos exércitos, não a invasão das idéias”.
( Victor Hugo)

Desde que se estabeleceu a democracia no mundo ocidental, o direito de liberdade de expressão é algo de mais precioso que se foi conquistado.
Assim é possível acreditar em Deus, e nas diversas religiões ou não acreditar, e até fazer apologia ao ateísmo.
O mesmo ocorre na política: com a situação no poder sendo vigiada e criticada pela oposição, onde se troca os governos e sempre se repete à novela da corrupção.
As pessoas não gostam, ficam insatisfeitas, mas são complacentes por que não vêem possibilidade de mudança.
Mas existe uma minoria com o olhar treinado e que não aceita tudo que é imposto, por ter um olhar crítico, e através desta consciência critica chegar à capacidade humana de interrogar e reavaliar aquilo que é melhor não apenas para si, mas para todos.
E chegando ao tema central da discussão: as artes. Os controladores com toda prepotência empurram arte conceitual ao público, mesmo sabendo da existência de um movimento contrário, usam a filosofia de Zagalo: “Vocês terão que me engolir”.
Se eles a vanguarda, são a situação existe espaço para a oposição?
Com certeza não. Se houvesse, a verdade apareceria e essa arte imaginária, irreal, perderia seu sentido, pois só é arte por que alguém muito poderoso diz que é arte.
E que seria dos curadores que são mais aclamados que os próprios artistas?
E as pessoas que não tem habilidade nenhuma pictórica ou escultórica, e que só sabem juntar coisas anexadas a um texto intelectual inútil; perderiam o titulo que antes eram somente dados a grandes almas: “artista plástico”. Então, do que viveriam!
É claro que muitos dirão que isso não é um debate pertinente, mas creio ser, pois arte é necessidade vital, e não só para quem faz, mas para toda humanidade.
Marcos Ribeiro

Tuesday, January 17, 2006

Estagnação cultural

"Toda minha vida de artista não passou de uma luta constante contra a reação e contra a morte da arte”.
(Picasso)

Venho fazendo críticas à arte contemporânea e dizendo repetidamente a estagnação em que ela se encontra.
O que estou tentando fazer á sair da teoria e levar os fatos à prática, para chegar a uma conclusão:
O que é arte? Para que serve? A quem pertence?
Se fosse feita uma pesquisa para saber quantas pessoas no Brasil se interessam por arte, qual seria a porcentagem ?
E quantas entendem e gostam de arte contemporânea ?
As pessoas se interessam mais por Salvador Dali e Van Gogh ou Joseph Beuys e Rudolf Acwarzkogler?
Para quem assistiu ao filme “Modigliani- paixão pela vida” , pode imaginar como era viva e contagiante à arte no começo do século passado.
Quem estudou um pouco de história da arte, sabe como era rica a cultura na França desta época, com centenas de pintores vindos de todas as partes do mundo.
“E hoje os franceses reconhecem com preocupação e vergonha que a cultura da França é a cultura das velhas pedras: dos monumentos e dos museus”. Observa o crítico brasileiro Alan Riding, do New York Times.
Com isso, qual pintor francês, espanhol, holandês ou brasileiro que hoje se lê a respeito, ou se aprende nas escolas?
Um aluno de ensino fundamental ou médio teria a obrigação de enxergar arte num copo d’água e saber o significado que representa para o artista?
Os artistas estão mortos e os vivos não existem. A cultura no Brasil se restringe ao carnaval e ao artesanato.
O que existe são sombras, e que as pessoas que controlam a arte, se recusam a sair da caverna para ver o lado de fora do muro.
Recentemente o MEC obrigou a volta da Educação Artística nas escolas públicas, e por que não aproveitar o movimento de pixadores e grafiteiros para incentivar a pintura como substituição, e dar maior ênfase à pintura nos salões regionais e mesmo nos principais, pois o Centro Cultural de São Paulo com suas exposições anuais são tão interessantes que as pessoas passam por elas e não se dão conta que ali há uma exposição.
É isso que é a grande arte? Ou a confirmação do que muitos dizem: à arte é elitista.
E pensar que tudo isso começou com uma brincadeira de Duchamp, como ele mesmo disse:
“ Joguei o urinou na cara deles como um desafio e agora eles o admiram como um objeto de arte por sua beleza”.
Marcos Ribeiro



Thursday, January 12, 2006

CULTURA DO NADA

Big Brother e Arte Contemporânea: existe algo em comum?
* Para se Big Brother e artista contemporâneo, não é necessário ser artista autêntico para ganhar notoriedade.
* Não trazem benefício algum para a humanidade.
* São formatos copiados de países ditadores de cultura para o terceiro mundo.
Deixam dúvidas:
São as ligações da população que escolhem quem deve ficar ou sair da casa; ou é a direção quem escolhe o que lhe é mais conveniente, por motivos de ibope?
Os artistas que expõe nas instituições oficiais, entram por que tem algo a oferecer ao mundo; ou é um amigo do amigo de quem organiza os eventos?
O homem é livre, responsável por si mesmo e por todos homens. Disse Sartre.
Mas como ser livre nesta cultura em que uma classe dominante manipula e fecham os caminhos para a liberdade da arte?
Como fazer uma arte livre, se ela está presa num rótulo por decreto?
Seria como Van Gogh que pintou alucinadamente durante 10 anos, até seu limite máximo, suicidando- se e tornando- se um mártir, para mostra que os burocratas que controlam à arte se petrificam diante de um movimento.
Quanto ao Big Brother, ainda bem que existe o controle remoto, e é possível buscar outras alternativas; mas no caso do que ver em arte atual, não existe outra possibilidade, a não ser buscar nos grandes museus, a produção do passado.
Afinal, ninguém vai ao Masp, Louvre ou Tate Gallery para apreciar uma cadeira ou toras de madeira, não faz sentido. Vão para ver as pinturas que nunca terminaram de dizer o que elas tem a dizer.
Isso prova que a pintura é “bom” para o ser humano; mas se é comprovada sua utilidade, por que continuar perdendo tempo com porcarias?
Por que a pintura não é só idéia, que uma vez a tido, pode ser facilmente vendida para outros países, com marketing o retorno financeiro para os curadores e galeristas são estratosféricos, a mesma estratégia dos donos da idéia Big Brother. E os que a compram para reproduzi- lá.

Marcos Ribeiro

Monday, January 09, 2006

O que sobreviverá

Duchamp era homem, todo ser humano é homem, logo todo homem é artista.

Uma pergunta fica na contemporaneidade: quais artes de hoje se tornarão clássicos no futuro?
Na 26ª bienal de São Paulo, de 2004, não tiveram os núcleos históricos, salas dedicadas a grandes artistas do passado como já teve a de Van Gogh, Salvador Dali, Paul Klee e Picasso, e que eram às vedetes do evento.
Por outro lado quem foi ao evento não precisou gastar nada, a entrada foi gratuita, portanto só o tempo foi gasto.
Li uma declaração do curador desta bienal que me chamou a atenção:
" A pintura voltou com força. Apenas estou refletindo o que acontece nos países da Europa e nos Estados Unidos".
Pelo fato de 25% das obras terem sido pinturas.
Agora, para quem conhece pintura, ouvir chamar aqueles cartazes e pôsteres de pintura é uma ofensa, e é uma ofensa ainda maior à memória dos pintores do passado acima citados.
Mas tem que ser desse jeito, por que é pintura contemporânea, e não pode haver nenhum indício de técnica, aptidão ou talento; para não ser confundido com arte, por que a proposta é arte contemporânea.
O gênio artista é substituído pelos gênios conceituais. E os críticos são substituídos pelos curadores( que estão acima do bem e do mal) e quem conseguir um contato com eles para ser promovido, estará com o futuro artístico garantido, e não é prerciso grandes idéias, é simples.
Por exemplo:
Apresentar como obra 3.475 toras de madeira, sem se preocupar com o transporte, a organização se encarrega de providenciar 9 camiões para transportá-las.
Parece, mas isso não é uma anedota Gullariana, realmente isso foi uma das obras da última bienal; e que entrou no orçamento dos 17 milhões gastos no evento.
E para quem não queria sair sem nada entender, poderia ouvir explicações sobre as obras por um fone de ouvido desde que pagasse 8 reais. E então ir para casa com uma nova filosofia de vida desses fabulosos gênios.
Alimentação também não foi problema, pois havia um mapa-múndi de biscoitos que era mesmo para matar a fome.
Voltando a questão inicial e fazendo uma comparação da obra de arte com o livro:
O best- seller nem sempre se torna um clássico, muitas vezes o livro que não vende muito é que é guardado para virar um clássico; e o que foi best-seller é jogado fora e esquecido.
Como na definição de Ítalo Calvino de o que é um clássico:
" São clássicos aqueles livros que constituem para quem tenham lido e amado, mas constituem riqueza maior para quem tem a sorte de lê-los pela primeira vez ... Chama de clássico um livro que se configura com o equivalente do universo. A semelhança de um antigo talismã."
Um quadro de Van Gogh e Picasso poderiam também ser definidos assim, mas toras de madeira e carros, poderiam entrar em outras definições, menos de clássicos de arte.

Marcos Ribeiro

Friday, January 06, 2006

Depoimento de um viciado em arte

“ Intitulei meu panfleto: os cornudos da velha arte moderna, mas nunca afirmei que os cornudos menos magníficos de todos sejam os cornudos dadaístas. Envelhecidos, com os cabelos brancos, mas sempre dotados de um anticonformismo extremo, adoram loucamente receber de uma bienal qualquer medalha de ouro, por uma obra fabricada com a maior vontade de desagradar todo mundo.
Diário de um Gênio- Salvador Dali – 13 de maio de 1956

Isto demonstra que, arte contemporânea não é de hoje que incomoda. Salvador Dali, por sua vez é criticado por muitos contemporâneos por ser um acadêmico deslocado nos tempos modernos.
Além de sua pintura, eu o admiro por ele sempre Ter dito o que pensava, e até dar-se ao direito professoral de dar notas, como a Mondrian, um dos pais da arte moderna, que lhe foi aplicado zero em inspiração e apenas 1 em composição.
Falando por mim, minhas críticas são depoimentos que vivo e sinto na pele, por que metade de minha vida foi dedicada à arte , e o que aprendi não vejo na prática por que segundo Duchamp: a pintura morreu!
E desde então seus seguidores fazem de tudo para concretizar essa morte.
E eu como amador da pintura , sinto-me na obrigação de lutar pelo contrario e o que me deixou muito confiante foi saber que grandes nomes consagrados já estavam nessa luta, escrevendo a respeito, que quando os li pensei: essa pessoas estão me defendendo, e sei que muita gente pensou assim.
Pois na minha primeira tentativa de mandar pinturas para salão que não foram aceitas, descobri que não entraram, não por que eram boas ou ruins, mas por ser um salão de arte contemporânea, acontecimento para qualquer um desistir, mas um fato daliniano me ocorreu: “ Minha vida é regulada por um relógio de precisão. Tudo coincide”. E então no mesmo mês vi na televisão Affonso Romano de Sant’Anna lançando o livro "Desconstruir Duchamp", fazendo dele minhas palavras, e foi o que me revitalizou para continuar pintando e me expressando, e tentar ser uma voz a mais na luta pela revisão da arte, mesmo sabendo ser uma briga de Davi e Golias.
Marcos Ribeiro

Tuesday, January 03, 2006

REFLEXÃO

"Tudo aquilo que a verdade descobrir não pode contrariar aos livros sagrados".
(Santo Agostinho)
A palavra dogma no campo não religioso, significa as verdades não questionáveis e inquestionaveis. O mundo muda, os acontecimentos se sucedem e o homem dogmático permanece petrificado nos conhecimentos dados de uma vez por todas.
Transpondo isso para o que vem sendo discutido sobre artes, na atualidade quem seriam os dogmáticos:
Quem se recusa a aceitar o que vem sendo apresentado como arte e reivindica uma revisão dos valores artíisticos?
Ou quem controla as instituições e seguem apenas uma linha de raciocínio, e não abrem espaço para o debate?
Segundo os defensores da arte contenporânea as pessoas só gostam daquilo que já gostavam, e tudo que não conheço, eu nego.
Mas como chamar de novo, e dizer que não se conhece aquilo que já vem sendo produzido há mais de um século.
Os artistas de vanguarda ( que não são artistas) por acaso seriam profetas que vêem o que a maioria não vê?
E mais, ainda dizem: quando vou a uma exposição de arte contemporânea, não entendo nada e ainda bem!
Se eles, defensores não entendem, quanto mais entenderiam os que negam.
Se eles defendem tanto o conceito, por que não viram filosofos, pois entendê-los é tão complicado como entender Sartre, sem antes ter uma ampla introdução a filosofia.
Eles dizem que arte não é moda, mas por que a pintura volta nos anos 80, na Europa e nos Estados Unidos e o Brasil como boa e velha colonia segue a ordem e surge a famosa geração 80, mas que teve pouca duração. Volta- se novamente a vanguardóide com seus rebeldes sem causa, que segundo Ferreira Gullar (que é crítico de arte há mais de quarenta anos) : "Hoje são baldes de plásticos, amanhã tijolos com garrafas, depois de amanhã cordas ou pedaços de borracha... a obra, então, não resulta de elaboração e aprofundamento de experiência, mas de sacação".
Enfim, e para aqueles que gostam de pintar ou gostam de ver pintura, será que existiria essa possibilidade?
Só se os donos da arte deixassem de ser dogmáticos e abrissem espaço para discussão.
E se a pintura está em crise poderia ser explicado por Spinoza:
É o resultado de um "mau encontro" dos pintores com o que se sabe que é aceito em arte que despotencializa o artista. Mas se houvesse uma mudança, uma abertura, por sua vez o afeto provocaria o aumento da potência que por consequência surgiriam grandes pinturas e grandes artistas.
Marcos Ribeiro

Monday, January 02, 2006

PÓS- CONTEMPORÂNEO


Marcel Duchamp "o messias" ( assim que os artistas contemporâneos o deveriam chamar) teve discípulos à altura, como Joseph Kosuth, que apresentou como obra a descrição de uma cadeira ao lado da própria em 1965. Kosuth inventou com esse gesto à arte conceitual.
E assim foi decretado : Os "artistas" produzem a bula em vez do remédio e propunham comer a receita em vez do bolo.
Com isso os valores estéticos desapareceram, à arte efêmera toma lugar da pintura que desde a pré-história não dispensa conceitos, mas sobrevive tranqüilamente sem eles.
Mas em arte contemporânea é impossível entender arte sem se aprofundar no contexto. E os mortais desprovidos dos conhecimentos teóricos e que não são estudiosos de arte não entendem nada, entra por um olho e sai pelo outro.
Alguns exemplos:
Balada: Nuno Ramos
Um livro perfurado por um tiro. Seria à violência atravessando o conhecimento; a contradição da bala e do livro , a preocupação com a cidadania.
Campo de luz: Walter de Maria
Dezenas de para- raios colocados numa região sujeita a tempestades elétricas. Seria uma pintura realizada pelo céu, onde o suporte não é mais a tela, é o próprio mundo.
Pont Neuf: Christo Javacheff
Intervenção com cortinas na ponte Neuf em Paris. Seria a cidade como suporte, para levar as pessoas ao campo da surpresa, chamar a atenção, tirar do cotidiano.
Mas como entender e explicar que isto e mais pneus, arames, cadeiras, lençóis, guarda- chuvas, roupas usadas são obras de arte.
Contrapondo a isto, ao meu ver, uma das melhores coisas que ocorreram em arte nos últimos
tempos, foi quando Francis Bacon e Lucian Freud, foram selecionados em 1954 para representar a Grã- Bretanha na Bienal de Veneza, mesmo com a vanguardice cerebrina os repudiando, produziram obras que sentimentos brotam da tela, independente se o observador é leigo ou especialista.
A posteriori esses dois pintores serão mais importantes para história do que 99% de toda produção da arte contemporânea.
Foto:Naked man,back view de Lucian Freud
Marcos Ribeiro