Quando sou poeta não sou eu que escrevo, mas o meu eu- lírico, daí a associação de mim com um mentiroso, entretanto em certos momentos a minha mentira é a verdade mais profunda e absoluta da minha alma, em que jamais acreditarão; e é por isso que sou poeta, porque minhas palavras fazem de mim um destruidor de mim mesmo e que no final só restam elas, minhas mentiras, para salvar do inferno, aquilo que chamo de eu.
Introdução de um poema não escrito